25 de março de 2015

Resenha: Chamas na Escuridão, de Sadie Matthews

Avaliação: 3,5/5
Editora: Companhia Editora Nacional
ISBN: 9788504018349
Gênero: Romance Erótico/Adulto
Publicação: 2013
Páginas: 384
Atenção: Essa resenha é recomendada para maiores de 18 anos!

Chamas na escuridão é o primeiro volume da trilogia After Dark , da autora Sadie Matthews e publicado pela Companhia Editora Nacional. A obra nos apresenta uma trama que, tenho certeza, todos já estamos cansados de saber: uma mocinha ingênua que se vê as voltas em um relacionamento que envolve BDSM. Beth viveu boa parte de sua adolescência e vida adulta em um relacionamento estável e tranquilo com Adam, com quem ela sonhava em viver um felizes para sempre na cidadezinha em que mora. Mesmo que no fundo nutra um desejo secreto por aventura, Beth está dispostada a deixar isso de lado para viver uma vida confortável e feliz ao lado de Adam. Porém, seus planos de contos de fada começam a desmoronar quando descobre que seu namorado de anos a traiu, e, para fugir do julgamento das pessoas, Beth não perde a oportunidade de ir para Londres, passar um tempo na casa da tia dela.

É então que a história realmente começa. No apartamento de sua tia Célia, Beth tem como vizinho Dominic, um homem completamente lindo e sedutor, por quem ela começa a nutrir uma paixão platônia através da parede de vidro do apartamento que dá para a casa dele. Acontece então que eles se conhecem pessoalmente e a química que rola é inexplicável (sério gente, isso sempre?), e isso basta para que eles façam sexo. Entra então a questão do BDSM. Apesar de terem sentido um interesse incomum um pelo outro, Dominic tem esse lado sombrio que não mostra a quase ninguém e que acha que Beth é pura e inocente demais para conhecer (já tá ficando chato isso ein). Os dois então ficam naquele jogo de quero mas não posso até realmente resolvem se dar uma chance.

Pois bem, como vocês perceberam não tem nada de novo nesse enredo. Pelo contrário é uma história bem repetitiva e que beira a completa imitação de Cinquenta tons de cinza. Não estou dizendo que seja ruim, vejam bem, mas que boa parte da história lembra muito o bestseller. Tanto a questão do BDSM, quanto do "mistério" envolvido com o personagem e a inocência da mocinha.


Uma coisa que definitivamente me ganhou nesse livro é que, em comparação com a Ana, a personagem é bem menos chata, sério, ela é muito mais decidida e pulso firme que a primeira em questão. Há também elementos como o clube de BDSM, um amigo gay e de uma suposta vilã na história, que deixam as coisas um pouco mais interessantes. 

A narrativa do livro é bem fluida, e com a ajuda da edição, tornam-o um livro bem rápido de ser livro e bem envolvente. Por mais que não seja nada original, o livro se torna até mais interessante devido a maior intensidade dos personagens e ao fato de termos algo sobre artes no livro, já que nossa mocinha é graduada em história da arte. O que também o torna melhor que alguns livros do gênero por aí é a questão de a autora nos explicar sobre o BDSM, e não apenas nos mostrar o que está acontecendo.

No geral o livro é razoável, daqueles que se lê pra passar o tempo e nada mais. Como já mencionei, o único ponto que realmente me irritou e que me fez tirar pontos do livro é a falta de originalidade dos acontecimentos, que deixa o livro parecendo a cópia de outros, mas tem outros fatores que compensam, como os personagens e o ambiente em que a história é desenvolvida. E apesar dos apesares, eu realmente me encontrei curiosa pela continuação ao final do livro. Vamos ver no que isso vai dar né. 

Por Larissa Gaigher

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