9 de abril de 2015

Suspeitos, por Robert Crais

Avaliação: 4/5
Editora: Companhia Editora Nacional / Cortesia
ISBN: 9788504019018
Gênero: Romance Policial
Publicação: 2014
Páginas: 300
Suspeitos foi escrito pelo americano Robert Crais e publicado aqui no Brasil pela Companhia Editora Nacional.

Vou confessar que nunca tinha ouvido falar desse autor, pelo menos até quando este livro chegou de cortesia na porta de casa. Sempre fico com um pouco de receio quando vou ler livros de autores dos quais nunca ouvi falar, principalmente se eu não ler os livros originais primeiro, porque sei que as traduções nunca são 100% fiéis.

De qualquer forma, mergulhei na leitura logo depois de ter gostado da sinopse. É um livro de estilo policial, com toda uma trama especial envolvida. Logo nas primeiras páginas percebi que o estilo de escrita de Robert Crais é muito semelhante ao de James Patterson e Harlan Coben, que eu acredito serem os dois melhores romancistas policiais dos EUA. Até mesmo os capítulos são curtos e com bastante ação, o que, para mim, é essencial em um livro com esse estilo. Sem mais delongas, vamos à história!

O livro já começa chamando nossa atenção, porque o primeiro capítulo é narrado com o ponto de vista de uma cachorrinha linda chamada Maggie. Não me lembro de ter lido algum livro em que um dos pontos de vista fosse o de um animal, e por isso esse primeiro impacto com a obra foi bastante notável pra mim. Notável e prazeroso.

Maggie é uma cachorrinha que faz parte do exército dos EUA, e o autor consegue nos passar todos os seus sentimentos em relação a Pete, seu soldado e dono, logo nas primeiras páginas. Ela era responsável por averiguar quando havia ou não uma bomba por perto, e, em um desses momentos, uma delas explodiu bem perto de sua patrulha...

Prometo que não é spoiler, porque não tem muita importância na história, mas seu dono morre, só que em nenhum momento ela saiu de perto dele. Depois de toda a confusão, ela não saía do seu lado, mesmo quando os outros soldados tentavam desesperadamente tirá-la de lá.

Depois desse prólogo, Robert Crais nos apresenta o policial Scott e sua companheira de trabalho Stephanie. Fica claro que os dois tem uma forte ligação, e, em certa noite calma e tranquila, Scott decide ir a um lugar tranquilo para se despedir dela – ele tinha sido chamado para trabalhar em outra cidade, em um cargo superior. Robert novamente consegue nos transmitir todo o amor que um sente pelo outro, até o momento em que um tiroteio acontece e as balas atingem tanto Scott, quanto Stephanie. Eles estavam fora do carro quando tudo aconteceu, e, no desespero da situação, Scott decidiu tentar uma última alternativa pra ficar vivo: ir para o carro e ligar pedindo socorro. O problema era que, para fazer isso, ele teve que deixar Stephanie sozinha. Sua última memória foi a de Stephanie pedindo para que ele não a deixasse.

Bom, apresentados os dois personagens principais, que darão continuidade à história, podemos ter uma noção do que vai acontecer. É importante saber desses dois fatos, o fato de que Maggie não deixou Pete até o último momento, enquanto Scott decidiu “deixar” Stephanie, porque esse vai ser o motivo da união de ambos nove meses depois que Stephanie morreu. Desde aquele dia, Scott vinha tendo pesadelos quase todos os dias, se sentindo culpado pela morte de Stephanie e também por ter deixado ela sozinha “para morrer”.

Depois de nove meses, e sem nenhuma novidade ou pista nova para descobrir quem foram os assassinos de sua melhor amiga, Scott decidiu não se aposentar e entrar para a equipe K-9, uma divisão de policiais em Los Angeles em que cada membro possuía um cachorro. Lá, ele se identifica com Maggie por descobrir sua história e, mesmo se sentindo triste e culpado, ao saber que ela não havia deixado Pete quando ele estava morrendo, Scott decidiu escolhê-la mesmo assim.

Costumo dizer que quando os personagens protagonistas nos agradam a obra fica melhor, e flui cada vez mais. Foi exatamente isso que aconteceu nesse livro. É difícil não se apaixonar por Scott e por toda sua paciência e perseverança, tanto para com Maggie, quanto para a tentativa de descobrir os assassinos de Stephanie.

Pra quem tem cachorros de estimação, aqui vai uma super híper mega dica: leiam este livro! Vocês irão aprender a como tratar e agradar seus animaizinhos, e vão saber também que quando vocês saem para passear com eles, esse passeio não é de vocês, é deles! Vão descobrir também que o tom de nossa voz muda sim o modo de recepção deles. E tem também o fato de eles gostarem de carinhos longos, com nossas mãos deslizando desde suas orelhas até o fim do corpo deles.

De qualquer forma, sei que tanto as pessoas que tem quanto as que não têm nenhum animal de estimação vão gostar de ler esse livro, porque ele nos mostra como a união faz a força. Como Maggie ajudava Scott, e como ele também a ajudava. Eles formam uma das melhores duplas do mundo policial literário, podem ter certeza!

Ela dá forças para ele continuar suas pesquisas todos os dias. Dá novas forças para ele ir na cena do crime e buscar por novas pistas, assim como ajuda no ânimo de Scott quando um novo detetive entra para ajudá-lo a desvendar o caso. Ela é essencial para Scott, e Scott é essencial para ela, porque, assim como Maggie pensava em seus capítulos, eles eram uma “matilha”, e um sempre tinha que ajudar o outro.

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