22 de julho de 2015

O Peão (Patrick Bowers #1), de Steven James

Avaliação: 5/5
Editora: Companhia Editora
Nacional/ Cortesia

ISBN: 97885804018301
Publicação: 2013
Páginas: 416
Skoob
Steven James é mais um entre tantos autores Americanos que escrevem de maneira brilhante um romance policial. No Brasil, conhecemos autores como Harlan Coben e James Patterson, mas posso dizer que Steven James foi o primeiro que me fez sentir um gostinho diferente enquanto lia o livro. E esse gostinho era o medo.

Em seu livro O Peão, apenas o primeiro entre tantos outros da série protagonizada pelo policial Patrick Bowers, Steven James fez com que eu sentisse medo. Uma espécie de medo que só senti lendo os livros de Stephen King. 

O livro possui um prólogo que se passa quase 20 anos antes da história contada no livro. E é exatamente nesse prólogo que Steven narra quando um casal de jovens que estava prestes a se matar. Esse pequeno prólogo é narrado em terceira pessoa, com o ponto de vista do jovem Aaron Jeffrey Kincaid, que já demonstra logo de cara ser uma pessoa cruel, ou, no mínimo, doente mentalmente. Foi ele que convenceu Jessica, até então sua atual namorada, que se por acaso os dois se matassem eles poderiam viver juntos para sempre, pois “o mundo é cruel”. 

Bom, o que acontece é que Jessica se mata com duas facadas, uma em cada pulso, e ele simplesmente a olha morrer e perder as forças, enquanto tenta estancar o sangramento do único pulso que tinha cortado em si mesmo. Foi tudo planejado, e ele deixou que ela, a boba Jessica que se matou por amor, morrer e perceber que seu namorado não estava indo para o céu com ela. Particularmente, achei bem satânico da parte de Aaron, principalmente com uma narração ótima de Steven James – e fiquei grato que a tradução tenha ficado ótima!

Depois desse prólogo, a cronologia da história avança quase 20 anos e passa a contar a história de Patrick Bowers, um super agente do FBI com PhD em criminologia. A partir desse ponto, a narração do livro começa a ser intercalada entre primeira pessoa, ponto de vista de Patrick, e terceira pessoa, ponto de vista do que podemos chamar como “Estrangulador da Fita Amarela” ou Ilusionista.

A trama é a característica essencial desse livro, e, como já disse, a narração se aproxima muito dos livros policiais de James Patterson, principalmente pelo fato de possuir muitos capítulos. Essa característica faz com que o livro flua muito rápido, e isso é muito bom para a história. 

Mas não é bom para quem faz resenha, pois qualquer coisa que eu diga pode ser spoiler! A cada novo capítulo descobrimos uma coisa, uma nova emoção ou informação. O livro é interessante, bem tramado e escrito. Indico para todos que gostam de reviravoltas e séries como CSI ou Criminal Minds!


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