28 de setembro de 2015

Resenha: A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard

Avaliação: 3,5/5
Editora: Seguinte
ISBN:9788565765695
Gênero: Distopia/Jovem Adulto
Páginas: 424
Publicação: 2015
Skoob
A Rainha Vermelha é o primeiro volume de uma série distópica, escrito por Victoria Aveyard. Em um mundo onde a sociedade é dividida entre vermelhos (pessoas de sangue vermelho que não possuem poderes e são pobres) e prateados (pessoas de sangue prata que possuem poderes e são mais afortunadas) vive a nossa protagonista Mare. Ela foi criada no vilarejo dos vermelhos, onde tem uma vida precária e comete furtos para garantir a sobrevivência da família.

Diferente de sua irmã mais nova, que possui um grande talento para bordados, Mare não possui nenhuma aptidão (ou assim ela pensa). Ela sabe que por este motivo seu futuro será o mesmo de seus irmãos mais velhos, servindo como soldados na guerra, destino de grande parte dos jovens vermelhos.

Para ela, essa é uma realidade da qual não poderá escapar, e seu maior consolo é saber que sua irmã e seu melhor amigo Kilorn não terão o mesmo destino, já que ambos trabalham como aprendizes. Tudo muda quando Kilorn perde seu emprego e, por este motivo, será obrigado a servir como soldado, e Mare sabe que aqueles que servem na guerra dificilmente retornam.

A partir deste momento, Mare arma um plano para tentar salvar seu amigo deste destino. As coisas não saem como ela planejou, e Mare acaba indo parar no palácio real dos prateados, servindo como empregada.

No palácio, Mare descobre que as coisas não são como ela imaginava. Apesar de ser uma vermelha, ela também possui poderes, assim como os prateados. Diante deste fato surpreendente, a rainha prateada obrigada Mare a permanecer no palácio fingindo ser uma nobre prateada. O que era uma realidade distante, torna-se sua nova vida, e ali, em meio aos prateados, ela começa a ver uma pequena revolução nascer. Tudo está prestes a mudar.

Victoria Aveyard conseguiu trazer novos elementos para o já batido cenário distópico. Apesar de carregar muitas referências a outros livros, a história conseguiu cumprir seu papel e é uma boa leitura no geral. Os personagens criados pela autora tem personalidade e são bastante caricatos, é fácil se apegar aos protagonistas e odiar os vilões. A base que a autora usou para escrever a história é um pouco batida, quando estamos lendo o livro temos a impressão de que já conhecemos essa história, mas os personagens são bons e isso prende o leitor.


Apesar de amar distopias juvenis, confesso que fiquei um pouco decepcionada com a história, pois esperava mais da obra. Nela, encontrei os mesmos clichês de histórias juvenis atuais, como: protagonista jovem que causa uma rebelião, triângulo amoroso, cenário pós-apocalíptico e por aí vai. Como disse anteriormente, o livro traz sim coisas novas, como o fato de termos uma sociedade avançada e com poderes, mas não pude deixar passar o fato de ter elementos parecidos demais com outros livros. O que me prendeu foi a construção dos personagens e o desenvolvimento de cada um, para mim foi o ponto alto do livro e o que me fez prosseguir com a leitura.

A Rainha Vermelha é um ótimo livro para entreter, infelizmente, não me ganhou por completo. Minhas expectativas eram altas demais e acabei me decepcionando. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...




LAYOUT DESENVOLVIDO POR VIAGENS DE PAPEL – NÃO COPIE, CRIE! – COPYRIGHT © 2015