16 de novembro de 2015

Resenha: Do que é feita uma garota, de Caitilin Moran

Avaliação: 5/5
Editora: Companhia das Letras/Cortesia
ISBN: 9788535925999
Gênero: Jovem adulto
Publicação: 2015
Páginas: 392
Skoob
Nossa heroína, Johanna Morrigan, tem 14 anos e mora em um subúrbio decadente, chamado Wolverhampton, na Inglaterra dos anos 1990.

Em uma idade na qual as meninas  costumam sair, descobrir o amor e viver sem preocupações, Jô se vê responsável por seus dois irmãos mais novos, enquanto sua mãe, que recém deu a luz à gêmeos, passa por um período, um tanto quanto depressivo, podemos assim dizer. E seu pai? Bom, o "Velho", como ela se refere a ele, é um artista, cantor suburbano que tenta alcançar o auge, gravando demos em fitas enquanto bebe todas, trajando apenas um robe rosa, que deixa algumas de suas "partes corporais" a mostra.


Jô sempre foi diferente de todas as meninas de sua época. Enquanto a maioria não havia iniciado sua vida sexual, ela tinha, digamos, truques para escapar de todo o estresse que  ela estava submetida.


A vida de Johanna toma um rumo inesperado quando, em um programa de TV local, ela se apresenta e imita o cachorro Scooby-doo. Desajeitada, acima do peso, ela passa por momentos muuiiitoooo hilários e constrangedores. 


Não dizem que a adolescência é um novo nascimento? Entonces, após este dia, ela decide não ser mais ela mesma. Nasce então, a escritora Dolly Wilde. Uma adolescente, já com 16 anos, livre, roqueira, gótica e com muita sede de álcool. A partir deste dia, Jô inicia sua saga no mundo adulto, agora sem dramas infantis e com muita liberdade para amar e curtir.


Leitores que amam dramas leves, romances picantes e diálogos inteligentes, vão adorar esta leitura. Discorre facilmente e pode te fazer rir, vez ou outra. Super indico esta obra para quem,  assim como eu, sabe que o período pós-infância pode não ser todo colorido como muitas vezes é "pintado" por aí.

Do Que é Feito uma Garota vai te mostrar que ao invés de princesas magérrimas, que adoram a cor rosa, você pode descobrir que heroínas góticas, que amam preto, também têm histórias pra contar e não apenas um, mas vários príncipes desencantados.



Por Anne Caroline

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