15 de dezembro de 2015

Resenha: Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach

Avaliação: 2,5/5
Editora: Record / Cortesia
ISBN: 9788501106124
Publicação: 2015
Páginas: 152
Skoob
Confesso que estava meio receosa de iniciar a leitura de Fernão Capelo Gaivota. Eu já tinha escutado comentários positivos a respeito da obra, mas o tom de autoajuda não me animava muito a começar. Essa primeira impressão, de que é uma história motivacional, foi até o fim da leitura. É um gênero que eu não gosto muito, mas acredito que para quem aprecia é uma boa opção de leitura. A obra fala sobre quebra de paradigmas, coragem, amor, perdão, reinvenção, transcendência.

O livro traz como personagem principal a gaivota Fernão Capelo, que se destoa de seu bando, pois aprecia muito a arte do voo e ‘desperdiça’ horas do seu dia para treinar novas técnicas e conhecer seu limite. Todas as outras gaivotas acham os seus hábitos estranhos e não entendem qual é seu objetivo, já que as gaivotas devem apenas caçar comida, descansar e se reproduzir. Seus próprios pais não são capazes de entender sua motivação.

A partir de um momento, todas as suas tentativas de mostrar para o grupo que o voo pode ser algo a mais, e não algo mecânico, automático, vão por água abaixo. Fernão Capelo é banido do grupo. Sem rumo, ele segue testando seus limites até que encontra um grupo que parece entendê-lo como ninguém. Juntos, eles aprendem e ensinam uns aos outros, em busca do perfeccionismo e dando um novo sentido para suas existências.

Depois de transcender e aprender mais sobre o voo e sobre si mesmo, Fernão Capelo percebe que não pode guardar rancores durante sua vida e que, assim como ele, devem existir outras gaivotas que buscam ser mais do que “personagens em uma peça”. Assim, ele decide retornar ao seu bando, perdoando as injustiças, e levando um pouco de seu conhecimento para todos, mostrando que sempre é possível ser mais, correr atrás dos sonhos, quebrar preconceitos e imposições da sociedade.
Aos poucos, ele conquista mais gaivotas para o seu grupo, que a partir de então passam a conhecer a liberdade, o estímulo de ser verdadeiramente você.

O livro de Richard Bach é uma grande lição a todos os leitores. Ainda que eu não goste muito de autoajuda, acredito que todos podem tirar ensinamentos da leitura. A história mostra que é preciso desafiar as imposições da sociedade, correr atrás dos seus sonhos, persistir, ir atrás do que realmente faz sentido.

A edição é em capa dura e traz um capítulo inédito do livro. Além disso, traz diversas fotos de aves – achei um pouco exagerado, mas ainda assim vale destacar. Acredito que Fernão Capelo Gaivota não é um livro para todos, mas para os apreciadores do gênero, de mensagens motivacionais, não deixa de ser uma boa opção.

Por Camila Tebet

6 comentários:

  1. Ihhhh… auto-ajuda realmente não é comigo. Para ter uma noção, eu não gostei do livro A Cabana justamente por também ter esse tom. Mas imagino que para quem goste, esse deve ser um grande livro.

    Bjs.

    http://ciadoleitor.blogspot.com.br

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  2. Olá! Eu li o livro, algumas vezes e apesar de alguns considerarem como neoplatonismo 'popular', não consigo enxergá-lo como autoajuda e nem desmerecê-lo por ter uma linguagem simples.

    Se eu não estiver enganada, autor criou a obra com o intuito de ajudar na educação, a ideia do público alvo eram os professores, refletirem sobre sua proposta pedagógica, etc.

    A crítica é para uma sociedade que é limitada, a busca da educação libertária, inclusive dialogando com nomes da filosofia como Platão.
    Eu não consigo compreender como isso se relaciona com autoajuda...

    É uma obra fabulosa, mas até então, não tinha lido o último capítulo que achei sensacional.

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  3. Oi Camila, tudo bem??
    Eu sinceramente não me interessei pela leitura... auto ajuda não me chama atenção de jeito nenhum, apesar de ter citações extremamente bonitas e reflexivas, mas não me aventuro a ler por nada nesse mundo... então não me interessei pelo enredo ainda mais sendo algo bem metafórico.... xero!!!

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  4. Oi, Camila! Eu sou assim como você: uma não-apreciadora do gênero de autoajuda. Mas sei lá o porquê, este livro me despertou o interesse. Acho até que foi por causa do nome bem incomum para uma gaivota... Hahaha Sei lá, tô bem curiosa.

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  5. apesar da mensagem bonita que o livro passa, eu não leria, pelo menos, não nesse momento. Realmente tenho preguiça de livros estilo auto-ajuda, são poucos os que conseguem chamar minha atenção e tenho que estar no momento correto para ler.
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

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  6. Oie, tudo bom?
    Eu penso ao contrário da maioria e amo livros que me inspiram e deixam uma lição. Não conhecia o livro, mas leria porque é um gênero que curto.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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