29 de dezembro de 2015

Resenha: Acesso aos bastidores (Sinners on Tour #1), de Olivia Cunning

Avaliação: 1/5
Editora: Paralela/Cortesia
ISBN: 9788565530651

Gênero: Romance Erótico/Adulto
Publicação: 2015
Páginas: 328
Skoob
Myrna é uma professora universitária de psicologia que está em uma conferência pra lá de entediante - e na qual ela foi massacrada sem dó - quando conhece os meninos da banda Sinners, uma das bandas das quais era mega fã. Mais especificamente Brian Sinclair, o responsável por escrever os melhores riffs de guitarra que ela conhecia, riffs inclusive que usava para seus estudos sobre música nos estímulos sensoriais (ela é professora de sexualidade humana). 

Logo, Myrna aproveita a oportunidade e se vê envolvida em uma conversa com os membros da banda que não poupam esforços em conquistar a professora gata, sem saber que o único pra quem ela tem olhos é Brian. Ele, no entanto, se encontra em um estado deplorável, completamente bêbado após tentar curar mais um de seus corações partidos, e mesmo que tenha interesse, não está no melhor ânimo pra entrar na disputa. Porém, acabou que ele não precisou nem fazer nada para ser o único a ser levado para o quarto de Myrna. 

Como a banda tinha um show na noite seguinte e deixariam a cidade logo depois, ficou subentendido para ambos que seria apenas uma noite de muita (e põe muita nisso) aventura sexual. Até porque a própria Myrna deveria voltar para suas aulas e sua vida e não tinha pretensões de um romance nem tão cedo. Porém uma distração como Brian gostoso Sinclair era muito bem-vinda. E ela usou e abusou dessa distração pelas próximas horas. O problema é que voltar ao mundo real não será tão simples quanto ela planejou, e a aventura deles não será tão facilmente deixada pra tás.

Acesso aos bastidores é o primeiro livro da série Sinners on tour, e começa desde suas primeiras páginas em um ritmo insano e repleto de erotismo do mais cru possível. Já fica um aviso desde agora que esse é um livro explicitamente erótico, e que não há basicamente nada além de sexo do muito depravado do início ao fim. Esclarecido isso, vamos às outras considerações.

Não simpatizei em nenhum momento com a protagonista. Ela é daquelas que tem tanto foco no homem, objeto de seu desejo que nem se mostra. É uma falta de amor próprio que logo no primeiro instante ela nem se importa com o fato de ele estar completamente bêbado, vomitando e aparentemente alheio a ela. E ao longo do livro isso não melhora - o que ficamos sabemos dela são pequenos fatos como sua pesquisa e foco de trabalho e o pequeno detalhe de que já foi casada e por isso tem problemas com relacionamentos - coisa que não foi nada aprofundada no livro, apenas mencionado de passagem como explicação para sua relutância. 

Brian já é um protagonista do qual nunca vemos muito, por motivos de: não existe homem (ou pessoa) assim. Ele é conhecido por ser um romântico incorrigível, que só fica com uma menina por vez e se apaixona por ela em questão de horas, o que o faz ficar com o coração partido sempre. Sério, bastou ele passar meio dia com Myrna pra se apaixonar profundamente por ela. E ela, com seus problemas de relacionamento e aversão ao amor, não é uma combinação nada perfeita pra ele. O fato é que eles continuam em um relacionamento conturbado que dá origem a um romance cheio de altos e baixos e muito, muito sexo (põe um pouco mais de muito nisso).

E o livro fica basicamente nisso. Ele correndo atrás, ela se recusando a um relacionamento emocional e bastante sexo pervertido no meio. Sério, chega uma hora que você cansa de ler o sexo e pergunta quando que a história vai realmente começar a ser desenvolvida. E acreditem, eu sou muito cabeça aberta, acho que em um quarto e sendo consensual, cada um faz o que quer, então acreditem quando digo que não foi a crueza ou a depravação do livro que me espantou, foi a história, ou melhor, a falta dela, e os personagens, e a situação completamente surreal. Basicamente nada me agradou nesse livro a não ser a inversão dos papéis - finalmente um homem que corre atrás de uma mulher e não o contrário - e o fato de Brian aceitar o lado mais pervertido de Myrna ao invés de julgá-la como muitos fariam.

Fora esses dois pequenos detalhes (responsáveis pela única estrela que dei ao livro) não há nada que tenha me agradado no livro. A narrativa é simples, bem genérica, mas mesmo assim fluida. O pano de fundo, apesar de ter certo potencial, foi inexistente ao longo do livro, com exceção dos pequenos fatos meramente citados sobre o passado de Myrna. E a protagonista tem um amor próprio inexistente, coisa que me irritou por demais. Em resumo, o livro não tem nada de crível, é uma situação completamente surreal, com personagens muito mal desenvolvidos e explorados e um excesso de sexo cru. Se você estiver a fim de ler um livro com um erotismo explícito e não tem problemas quanto ao enredo em si, ou com o fato de não ser crível, vá em frente, esse é o livro.

Por Larissa Gaigher

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