14 de janeiro de 2016

Resenha: O aprendiz (Conjurador #1), de Taran Matharu

Avaliação: 5/5
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105776
Gênero:  Fantasia/Jovem Adulto
Publicação: 2015
Páginas: 350
Skoob
Fletcher é um menino de 15 anos que vive em uma cidadezinha chamada Pelego, onde foi adotado por Berdon (o ferreiro da cidade) após sua mãe tê-lo abandonado aos portões da cidade. Lá ele é o aprendiz de seu pai adotivo e sofre constantes injustiças por parte de Didric - o "mauricinho" nobre da cidade que tem todas as suas covardias acobertadas pelo pai e pelo bando de puxa-sacos que o segue. 

Sua jornada começa quando, ao conhecer e fazer amizade com um velho soldado cheio de histórias que estava passando pela cidade, ele ganha um livro de um antigo Conjurador morto em batalha. Este livro contém as suposições e estudos do homem sobre os demônios e sua Conjuração. Através dele, Fletcher acaba por conjurar um raríssimo demônio salamandra - coisa que supostamente apenas os nobres e alguns raros camponeses podiam fazer - e, após enfrentar Didric em um conflito, acaba tendo que fugir da cidade em direção a Corcillum - local onde a famosa academia para Invocadores está instalada. Lá ele começa a descobrir mais sobre seu demônio e suas habilidades convocadoras, assim como sobre seu passado misterioso. 

Como uma boa fã de fantasia, me interessei logo de cara por O aprendiz: só de ler a sinopse já senti aquele frisson de antecipação por um bom livro. E, mesmo sem saber exatamente o que esperar por nunca ter lido/ouvido falar do autor, eu me surpreendi com o quanto gostei da obra. 

Primeiramente quero falar sobre o enredo, que, como vocês podem ter percebido não tem nada de muito novo, pelo contrário, ele está tão cheio de referências que nos causa uma sensação de familiaridade maravilhosa. O personagem, por exemplo, é bem parecido com Harry Potter: um órfão que não sabe muito sobre seu passado, que adora se meter em confusão e tem um senso de justiça incomum. Esse é apenas um exemplo das referências encontradas no livro. Porém, mesmo com algumas similaridades, o autor conseguiu criar algum único, mostrar a sua marca na história.

O segundo ponto que quero tratar é a narrativa do autor. Ela é bem diferente das fantasias que estou acostumada a ler: não é tão descritiva e complexa quanto as fantasias medievais mais elaboradas, e nem dá aquela sensação de urgência, de agonia que nos deixa frenéticos pra terminar o livro. Taran tem um estilo único, uma narrativa calma e tranquila, que envolve o leitor mas ao mesmo tempo conta a história com tanta tranquilidade que torna o livro bem relaxante. O resultado é que o leitor fica com vontade de ler o livro pra sempre, de tão gostosa que é a narrativa.

Os personagens também são um ponto interessante. São personagens todos bem construídos, daqueles que não se mostram totalmente à primeira vista e acabamos por nos surpreender com alguns deles - seja para o bem ou para o mal. Em geral, eles são bem cativantes e vão sendo desenvolvidos ao longo do livro - coisa que eu adoro. 

O aprendiz é um prato cheio para os amantes da fantasia: mistura a magia, demônios, alguns conflitos e jogos de poder, criaturas sobrenaturais como orcs e anões e ótimas relações interpessoais (sejam as de ódio ou as de amizade). O fato é que a trama, apesar de muitíssimo envolvente, não é tão intricada com outros livros do mesmo gênero, nem possui tantas reviravoltas surpreendentes, mas mesmo assim é um livro que vale a pena. 

De maneira geral, o livro tem uma história agradável, envolvente, com muitas referências e uma narrativa gostosa de acompanhar. A história é excelente e - infelizmente - termina na melhor parte, o que faz o leitor ficar desesperado pela continuação. Só espero que o lançamento do próximo volume seja rápido!


Por Larissa Gaigher

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